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A mostrar mensagens com a etiqueta amamentação prolongada

Talvez seja o fim...

Há algum tempo que quero escrever sobre isto, mas em bom rigor, não achava que tivesse acabado. Porque ele ainda pedia, eu não oferecia mas não negava e portanto, de vez em quando ele ainda mamava. Mais à noite, só por miminho, mas mamava. Há dois dias voltou a pedir e eu, não neguei, mas disse-lhe o que vinha a dizer-lhe desde que senti que estava na hora. Disse-lhe que as 'maminhas estão velhinhas' e que se calhar já não tinham leitinho. Pela primeira vez ele não insistiu. Aconchegou-se no meu colo, pousou a mão nas 'maminhas cansadas' e adormeceu. Hoje parei e fiz as contas. A última vez que ele mamou foi quando esteve doente, com febre, há precisamente vinte e dois dias. Pediu e mamou até adormecer à hora da sesta. Nunca esteve um período tão longo sem mamar, portanto acho que talvez desta vez seja mesmo o fim. Achei que ia sofrer, que ia chorar, que ia mais uma vez ser o fim do (meu) mundo, mas não. Estou bem, em paz e, em relação a este assunto reina uma ...

Amamentar-te

São dois anos. Já foi difícil. Agora nem sempre é fácil. Já doeu muito, já custou mais. Já quis parar e já chorei por achar que chegara o fim. Que não chegou. É aqui que voltamos ao que éramos, que voltamos a ser só nós. Amamentar te às vezes cansa-me. Mas outras vezes, é a única coisa que me sossega.

Amamentar às vezes cansa

Amamentar não é fácil. Salvo algumas excepções, é um caminho longo, nem sempre a direito, com obstáculos mais ou menos difíceis de ultrapassar. É, na maioria das vezes uma história de perseverança, teimosia e superação, sem esquecer que, qualquer história que envolva mãe e filho, é também uma história de amor. Nem melhor nem pior do que as histórias de amor de quem, por qualquer razão não amamentou. É só mais uma história de amor e esta é a nossa. Para nós até nem começou mal. Sempre expressei a minha vontade de amamentar o meu filho e, apesar do longo e medonho parto que tivemos, pude fazê-lo assim que ele nasceu. Sei hoje que foram aqueles olhos que me salvaram, dos dias seguintes em que me senti completamente perdida. Em que chorei horas a fio. Em que achei que estava a fazer tudo mal. Ou pelo menos não devia estar a fazer tudo bem, porque doía. Porque fiquei com feridas e não era suposto ficar. Porque ele mamava e depois chorava e eu persistia sem saber muito bem para onde...