Demorei bastante a voltar a olhar por mim. Dois anos e meio mais propriamente. Prometi várias vezes que 'desta é que é', mas sucediam-se as razões, ou às vezes as desculpas, para não começar hoje, para não ser para já. A maior delas era, como em tudo, a falta de tempo. Os dias não esticam e a vida de quem trabalha por turnos é tudo menos fácil, é tudo menos organizada. Logo a seguir à falta de tempo vem a culpa e uma anda intimamente ligada à outra. Porque se já tenho tão pouco tempo para eles 'não posso' estar a tirar tempo para mim! Errado! E eu acabei por perceber isso sentada num gabinete médico, onde se tocou ao de leve em palavras como exaustão e Burnout e não foi preciso mais nada para me pôr a mexer. Ou melhor, eu já andava a mexer-me porque precisei de iniciar entretanto, tratamentos de fisioterapia, por causa dos meus entorses frequentes. O Fisiatra já me tinha dito que seriam cerca de vinte tratamentos mas que era fundamental manter uma actividade físic...
O mês que me trouxe o maior amor do mundo