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Mensagens

Estás mais magra, como é que fazes?

Faço assim. Durmo pouco, ou não durmo, de todo. Saio da cama às 6:30h, visto uma criança que tanto pode estar sonolenta como a fazer o pino. Dou-lhe colo. Onze kg ao colo para todo o lado. Dou-lhe mama e metade do meu pão. Como a outra metade a correr e engulo uma caneca de leite.Dou-lhe colo outra vez. Despeço-me dele e do pai, saio e faço 40 km de carro. Trabalho seis horas, ou sete, ou oito, depende, sendo que na maior parte do tempo ando em pé, depressa, a correr. Saio, faço outros 40 km de carro, que podem demorar o dobro dos que fiz de manhã. Vou às compras, à lavandaria e aos correios. Chego a casa. Tomo banho. Faço a sopa, a dele e a nossa. A dele que há duas semanas acabamos por comer nós. Faço o jantar, o dele quando não é igual ao nosso. Faço fruta para amanhã e para o dia seguinte. Faço o bolo para o fim de semana. Faço uma pausa nisto tudo quando eles chegam e brincamos, gatinhamos no chão, fazemos os carrinhos deslizar pelo corredor. Volto à cozinha. Encho a máquina. A...

O nosso primeiro aniversário

Mais de um mês depois, o balão gigante em formato de número 1, continua a pairar no quarto dele. Talvez para me lembrar que ainda não escrevi sobre a festa de aniversário do G, Tendo em conta que trabalho e queria ser eu a fazer a maior parte das coisas, comecei a planear tudo com uma certa antecedência. Três meses, pronto. Mas eu queria fazer convites, decoração e comida, tinha mesmo que ser assim, para não roubar tempo de qualidade às poucas horas que tenho com o G. Sendo assim, o primeiro passo era escolher o tema. Não pretendíamos nada com uma personagem específica ou muita bonecada. O G. ainda não demonstrava nenhuma preferência especial, além do que, terá toda uma vida para esgotar temas e desenhos animados. Parti das cores que gostávamos (e que coincidem com as cores do quarto dele) e, com ideias partilhadas num grupo de facebook do qual faço parte ( Baby Party ) acabei por escolher o tema balões de ar quente num céu cheio de nuvens. Mais uma horinhas passadas no pintrest e ...

Volta sempre Setembro, mas sem pressa.

Setembro passou conforme chegou: rápido demais. Tal como passa tudo o que gostamos, tudo o que ansiamos, tudo o que nos faz sentir bem. Ou não estivesse a sabedoria popular certa, na maioria das vezes e não fosse verdade o ditado ' o que é bom acaba rápido'. Chegou e trouxe as férias, as tão esperadas férias (pronto, talvez neste ponto, Setembro tenha demorado muito a chegar ahh ah ah, demasiado até, mas adiante). As primeiras férias verdadeiramente a três. O ano passado já o levámos connosco mas só eu o sentia pular com o sol na barriga ou com o som de uma onda mais forte. Na consulta antes da viagem ele mudara de posição, sentando-se de frente. Dizia a médica que já sabia que ia para a beira mar. Este ano pensei que talvez ela estivesse certa, porque se o queremos ver feliz é deixá-lo à beirinha da água a chapinhar.  Trouxe o aniversário do N. que ele diz que já não conta porque a partir dos 30 deixou de contar. Na realidade, por vontade dele, nenhum contaria já que ...

A Senhora do bolo

Nos últimos dias tenho me lembrado de tanta coisa tão intensamente. Talvez por estares prestes a completar um ano e contigo tudo aquilo por que passámos e vivemos juntos. À noite, quando te adormeço de mãos dadas, tenho revisto mentalmente tantos episódios e situações que, com a pressa do ano que passou, foram ficando esquecidas.  Há um ano por esta altura andávamos extremamente entusiasmados com as aulas de preparação para o parto. Se parar um bocadinho, consigo reviver aquela sensação boa que me invadia cada vez que nos púnhamos a caminho. Parecíamos dois miúdos a caminho de um qualquer parque ao fim do dia. Porque sim, era o final do nosso dia e era bom estarmos ali. Era como se aquele curso marcasse o início da recta final. Falávamos do parto, de bebés, de cesarianas, de cadeirinhas e de água quente para o banho. Falávamos daquilo pelo qual nós ansiávamos e isso fazia parecer tudo muito mais perto e real. Falávamos com quem nos ia acompanhar no tão esperado dia e conhecer ...

Eu não perdi nada

Era capaz de passar horas a ver-te brincar. Já tão bem sentado, a encher e esvaziar o balde dos legos ou a trocar bolas de uma mão para a outra. Com os teus dedos pequeninos já viras páginas de cartão, já fazes girar as rodas do carro, já sabes dizer que não. Tens nove meses. O mesmo tempo que esperámos para te ver. E como pareceu grande essa espera. Apesar de calma e serena, mais lá para o final, a gravidez parecia nunca mais acabar tal era a ânsia de te conhecer. Mas estes últimos nove meses, estes em que já te temos nos braços, passaram a voar. Foi a voar que de bebé te tornaste em menino e como é bom ver-te crescer. Mas não posso negar que tenho saudades. Tão pouco tempo e já tanta saudade. Saudade de caberes no meu peito, de encaixares a carinha no meu pescoço, de te embrulhar em mantinhas e em roupas pequeninas. Cresceste tanto e tão depressa. Mas estou tranquila. Não perdi nada. Não perdi pitada desses tempos. Eles passaram a voar mas eu aproveitei, ah se aproveitei. Enqua...

Beijinhos do meu filho e outra coisa mas sem interesse!

Ontem foi um dia para esquecer, mas só até às seis da tarde. Tive um turno horrível, cheio de trabalho e saí duas horas mais tarde do que devia. Fiz-me à estrada de lagrimeta no olho e a dizer mal da vida porque o G. chegaria a casa antes de mim, não me encontraria, choraria pela maminha e pé pé pé e lá lá lá. Enfim, o drama do costume. Até que cheguei a casa. Onde tudo passa, quase tudo se esquece e onde me sinto completa e simplesmente feliz. Vi-o de soslaio, tomei banho a correr (quando venho do hospital não lhe pego sem tomar banho. Manias!) e fui roubá-lo ao colo do pai. Assim que me viu, esticou os bracinhos e deu-me aquele sorriso rasgado que derrete qualquer coração. Nada de novo. Até vir para o meu colo, agarrar-me na cara e de boca aberta me ter enchido de beijinhos (sim são beijinhos, à maneira dele mas são beijos!) que, até hoje à noite só me tem dado a mim! Entretanto de manhã acho que disse papá quando o N. o foi levar a creche, mas isso não tem interesse nenhum!* ...

Mãe nas horas vagas

Tinha esperança. Tinha tanta esperança no horário do próximo mês. Andei a trabalhar agarrada à ideia de que seria melhor que o anterior, que folgaria mais de um dia seguido, que teria mais fins de semana livres do que até aqui. Só que não. Volto a trabalhar cinco dias seguidos com apenas uma folga no meio. Volto a folgar um Sábado e trabalhar de Domingo a quarta ou quinta já nem sei. Volto a passar uma semana sem o 'nosso dia de folga'. Volto a vê lo crescer só à tardinha e de fugida porque temos que ir dormir. Sei bem que para a maioria a semana de trabalho também é seguida, mas pelo menos trabalham com o foco no fim de semana que têm como certo. Junto deles, só para eles. A mim (e a outros como eu) nem isso é permitido. Fiquei de rastos. Aliás, já assim andava a acumular cansaço e noites mal dormidas mas na esperança, sempre na esperança deste novo horário. A...