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Mensagens

Amamentar às vezes cansa

Amamentar não é fácil. Salvo algumas excepções, é um caminho longo, nem sempre a direito, com obstáculos mais ou menos difíceis de ultrapassar. É, na maioria das vezes uma história de perseverança, teimosia e superação, sem esquecer que, qualquer história que envolva mãe e filho, é também uma história de amor. Nem melhor nem pior do que as histórias de amor de quem, por qualquer razão não amamentou. É só mais uma história de amor e esta é a nossa. Para nós até nem começou mal. Sempre expressei a minha vontade de amamentar o meu filho e, apesar do longo e medonho parto que tivemos, pude fazê-lo assim que ele nasceu. Sei hoje que foram aqueles olhos que me salvaram, dos dias seguintes em que me senti completamente perdida. Em que chorei horas a fio. Em que achei que estava a fazer tudo mal. Ou pelo menos não devia estar a fazer tudo bem, porque doía. Porque fiquei com feridas e não era suposto ficar. Porque ele mamava e depois chorava e eu persistia sem saber muito bem para onde...

Sabes filho #1: o dia da criança.

Sabes filho este dia existe não propriamente para meninos como tu. Que são felizes. Que têm amor, paz e um lar. Que têm abraços que lhes acolhem os medos e colo que lhes embala os sonhos. Este dia existe para lembrar que há meninos que tem muito pouco disso, ou mesmo nada. Que vivem no limiar da pobreza e dos seus direitos. Que não conhecem uma família. Que crescem e morrem cedo demais. Este dia e xiste para mais uma vez sermos gratos por aquilo que temos, pelo país onde nascemos, pela paz em que habitamos, pelo conforto em que dormimos. Pela saúde com que fomos abençoados. Pelo amor que nos une e por todos os dias serem dias felizes. É por isso que existe este dia filho. E é sempre assim que o vamos celebrar. ❥ Instagram ❥ Facebook

Quanto [me] custa ser Enfermeira

Custa muito. Custa tanto que às vezes acho que não vale a pena. E uso a palavra 'custar' de propósito porque, bem vistas as coisas, há sempre uma associação ao nosso salário: são pagos para isso, não fazem mais do que a vossa obrigação. E ouvir isto assim, dito da boca para fora, magoa. Magoa muito.  Magoa porque quem o diz, não faz ideia de quanto custa, por exemplo, amparar a queda de quem descobre que vai morrer. A quem é dito que já não há cura. Amparar o desencanto de sonhos interrompidos aos 20, aos 30, aos 40 anos. Não importa a idade. São sempre sonhos de alguém. Não faz ideia de que é inevitável projectarmos a nossa vida nestas vidas e que vivemos sempre assustados com o que nas nossas vidas pode surgir. Magoa porque não fazem ideia de quanto custa segurar na mão de quem parte e depois segurar na mão de quem fica. Aliás, a maioria das pessoas nunca teve que ver um cadáver de perto, quanto mais acompanhar essa passagem tão avassaladora, que culmina num último s...

Eu a dar uma de Enfermeira #1: as vacinas, a imunidade e o sarampo.

Porque apesar de viver revoltada com a minha profissão, continuo a ser profissional de saúde e a não ficar indiferente a certos assuntos. Principalmente quando me vou apercebendo de que as escolhas que se fazem nem sempre são baseadas em boa e credível informação. Faço parte de alguns grupos de mães, onde cada qual é livre de expressar a sua opinião. Quando intervenho é porque alguma coisa realmente me impele a tal e, normalmente uma delas é ver alguém a dar ou receber informação menos correcta que pode levar a uma pior escolha. Chego, explico o que sei e faço a minha parte. E é o que vou fazer aqui, neste post e noutros se assim se proporcionar. Acho que se chegamos às pessoas com aquilo que escrevemos, porque não chegar também a assuntos deste género, desde que com informação correcta, fidedigna e de fácil compreensão. Ressalvo que sim sou enfermeira, mas na prestação de cuidados a pessoas adultas, pelo que não sou nenhuma especialista em saúde infantil. Há, no entanto sempre um...

Outra vez a roupa, ou a falta dela.

Como têm vindo a acompanhar, a abundância de roupa que já não serve desorienta-me, por não ter espaço para a colocar. No entanto, a falta de roupa que lhe sirva é igualmente preocupante e, a cada nova estação tenho sempre um pequeno colapso. Aguardo com alguma expectativa os tempos em que a roupa dure mais do que um ano ou, pelo menos até ao fim de uma estação. Como já falei em outro post , não costumo dedicar-me a gastar muito dinheiro em roupa (já dediquei, mas éramos só dois humpf). Faço uma perspectiva do básico que vou precisar e já tenho mais ou menos a noção onde o encontro a uma relação qualidade/preço que me agrade. Por exemplo bodies, não compro em mais lado nenhum a não ser no Jumbo ou na H&M em promoção.  Posto isto, o facto de me ir controlando e gerindo o essencial permite que de vez em quando perca a cabeça e vá, meio dedo mindinho, em peças mais caras mas que, efectivamente me agradam e nas quais invisto para durar. Assim com em calçado, outra peça em que n...

Outra vez mimos para quem cuida

Como já descrevi aqui , tenho em grande consideração o trabalho de quem cuida da família de alguém, ou não fosse esse o meu dia a dia. A responsabilidade que é, o trabalho que dá, a paciência que exige. Sendo assim, admiro ainda mais, quem diariamente cuida da minha. Quem diariamente acolhe o meu bem mais precioso e lhe dá, na minha ausência, carinho, cuidado e atenção. Sem ter com ele laços de sangue, mas contruíndo com ele outro tipo de laços que, com certeza lhe vão ficar gravados na memória. Estas pessoas também são mães, também têm família, que todos os dias deixam para cuidar da minha. No nosso caso particular, a educadora do G. deixa o filho na sala ao lado para passar o dia a tratar do meu. Em tempos o G. teve uma auxiliar da salinha dele, que por trabalhar no berçário, teve que deixar o filho noutra instituição e dar o colo que era dele, aos filhos de outras mães. Se isto não é dar muito de si, então não sei o que será. Nestas coisas ninguém pensa e muito pouca gente ...

Fenómenos cá de casa

Ele dorme mal. Sempre dormiu. Ou melhor, nunca dormiu toda a noite mas acordava, até aos seis meses, uma ou duas vezes por noite. Nunca nos queixámos. Era perfeito para o que ouvia dizer. Era perfeito para o que dorme agora. Mantemos rotinas, mantemos horários. Fazemos tudo o que lemos, tudo o que aprendemos, tudo o que ouvimos e o que sentimos. Dorme connosco mas já dormiu sem nós. Já explorámos todas as opções. Adormece com relativa facilidade. Quando não demora três quartos de hora a adormecer. Demora mais se for comigo. Porque comigo mama e depois sim, adormece. E depois é uma lotaria. Tanto dorme quatro horas como daí a uma já acordou. Tanto dorme tranquilo como vemos claramente que algo o incomoda. Às vezes o gel dos dentes acalma, outras vezes não faz absolutamente nada. Às vezes um analgésico surte efeito outras vezes não faz coisa nenhuma. Mamar, é certo, resolve qualquer problema.  E depois acontece este fenómeno. Às vezes pode cair a casa ao lado que ele não...