Avançar para o conteúdo principal

No caminho do bem comer #1

Ter um filho não muda tudo mas muda quase tudo. Traz outra forma de ver as coisas, de viver o mundo. Faz nos analisar prioridades e repensar a maneira como temos vindo a fazer determinadas coisas até então.
Sempre fui uma esquesita a comer. Em pequena era o chamado 'pisco', muito por ter vivido em casa dos meus avós e por, a cada cara feia que eu fazia a um prato surgir de imediato outro que me agradasse.
Sofri com isto claro está. Toda a vida vi pessoas a comer coisas que eu até gostava de incluir na minha alimentação mas que, simplesmente não conseguia tolerar. Li várias vezes que há uma altura determinada para adquirir o gosto por certos alimentos e que, depois dessa janela de oportunidade se torna muito mais difícil.
E foi. Entrei na universidade sem 'gostar' de salada ou carne picada, entre outras coisas banais. Mas o paladar também se vai educando e com muito esforço lá fui conseguindo integrar muita coisa na minha alimentação. Hoje devoro salada e adoro lasanha.
Quando casei passei a comer muito melhor. O N. não passa sem sopa e fruta e eu fui lhe seguindo o exemplo. No ano antes de engravidar já fazia uma alimentação muito equilibrada, sendo que consegui emagrecer dez quilos conjugando a mesma com exercício fisico moderado.
Isto tudo para dizer que desde que engravidei e princpalmente desde que o G. nasceu tenho repensado muito a nossa alimentação e se, apesar de fazermos uma alimentação saudável, haverá muita coisa que ainda podemos melhorar em prol da saúde e do bom desenvolvimento do nosso rapazinho. Assim, tenho tido a preocupação de procurar não só receitas mais saudáveis mas também substituir alguns ingredientes das receitas tradicionais por outros menos prejudiciais. Já decidimos também que procuraremos introduzir o açúcar o mais tarde possível na alimentação dele.
É esta busca por opções mais saudáveis, essa pesquisa e as comidinhas que vou descobrindo que também quero partilhar aqui. Não esperem refeições com tofu, lentilhas ou soja. Não tenho nada contra mas há coisas que eu não consigo mesmo comer e gostar (sushi não é para mim por exemplo). Não digo que não experimente mas a ideia é não fugir assim muuuito ao tradicional.
'No caminho do bem comer' estarão as experiências para nós crescidos. Mais tarde criarei a rubrica com as comidinhas do G. as quais já ando a pesquisar e a experimentar. Qualquer coisa do género 'no pratinho do G.' Há blogues e grupos com ideias fantásticas. Haja tempo para pesquisar e pôr em prática.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Quanto [me] custa ser Enfermeira

Custa muito. Custa tanto que às vezes acho que não vale a pena. E uso a palavra 'custar' de propósito porque, bem vistas as coisas, há sempre uma associação ao nosso salário: são pagos para isso, não fazem mais do que a vossa obrigação. E ouvir isto assim, dito da boca para fora, magoa. Magoa muito.  Magoa porque quem o diz, não faz ideia de quanto custa, por exemplo, amparar a queda de quem descobre que vai morrer. A quem é dito que já não há cura. Amparar o desencanto de sonhos interrompidos aos 20, aos 30, aos 40 anos. Não importa a idade. São sempre sonhos de alguém. Não faz ideia de que é inevitável projectarmos a nossa vida nestas vidas e que vivemos sempre assustados com o que nas nossas vidas pode surgir. Magoa porque não fazem ideia de quanto custa segurar na mão de quem parte e depois segurar na mão de quem fica. Aliás, a maioria das pessoas nunca teve que ver um cadáver de perto, quanto mais acompanhar essa passagem tão avassaladora, que culmina num último s...

O meu parto dava um blogue

Durante algum tempo foi este o título que me viveu na mente para dar nome a este cantinho. Era sobre isso que queria e precisava falar. O que aquele dia me fez, o que deixou em mim e o que levou. Mas depois não era só  disso que queria falar porque acredito que, aos poucos vou ser mais do que essas marcas. Também queria falar deles, de nós, dos nossos dias, enfim. Escolher esse título seria muito redutor. Mas uma certeza tinha, a de que  escreveria um post com esse título. Tinha que escrever sobre isto porque se fala pouco do lado menos cor de rosa da maternidade e eu senti-o na pele. Ah se senti. Esperei ansiosamente por aquele dia. Os últimos dias então eram intermináveis e só tinha 37 semanas. Mas via toda a gente a chegar às 40/42 e eu não queria. Não queria mesmo! E tive essa conversa com o meu filho que, mostrando já o doce de menino que era, fez me a vontade. No dia 25 de Setembro, com 37 sema...

Planos suspensos

Às vezes acho que as pessoas duvidam de mim. Está na cara. Na expressão. No tom com que me respondem. Não as censuro. É difícil de acreditar que alguém, a dez dias do fim do mês, não tenha planos para o mês seguinte. Que a dez dias do fim do mês não possa confirmar presença num almoço de família. Não saiba o que vai fazer no dia da criança. Não consiga confirmar disponibilidade para fazer um bolo para o filho da amiga. Não saiba se vai á festa da escola do próprio filho. Ain da por cima às vezes com coisas marcadas, liga a dizer que afinal não dá. Que afinal trabalha. Que lhe deram mais um turno. Que estava de folga mas já não está. Eu sei. Não é fácil de acreditar. Mas acreditem que também não é fácil de viver. Uma vida em suspenso. Ver planos adiados, deixar amigos pendurados e encontros por marcar. E este desencontro cansa. E por saber disso, às vezes acabo por não marcar. Porque já sei que não vai dar. E não marcar é deixar de estar presente. É deixar de ser lembrado...