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Mensagens

Outra vez mimos para quem cuida

Como já descrevi aqui , tenho em grande consideração o trabalho de quem cuida da família de alguém, ou não fosse esse o meu dia a dia. A responsabilidade que é, o trabalho que dá, a paciência que exige. Sendo assim, admiro ainda mais, quem diariamente cuida da minha. Quem diariamente acolhe o meu bem mais precioso e lhe dá, na minha ausência, carinho, cuidado e atenção. Sem ter com ele laços de sangue, mas contruíndo com ele outro tipo de laços que, com certeza lhe vão ficar gravados na memória. Estas pessoas também são mães, também têm família, que todos os dias deixam para cuidar da minha. No nosso caso particular, a educadora do G. deixa o filho na sala ao lado para passar o dia a tratar do meu. Em tempos o G. teve uma auxiliar da salinha dele, que por trabalhar no berçário, teve que deixar o filho noutra instituição e dar o colo que era dele, aos filhos de outras mães. Se isto não é dar muito de si, então não sei o que será. Nestas coisas ninguém pensa e muito pouca gente ...

Fenómenos cá de casa

Ele dorme mal. Sempre dormiu. Ou melhor, nunca dormiu toda a noite mas acordava, até aos seis meses, uma ou duas vezes por noite. Nunca nos queixámos. Era perfeito para o que ouvia dizer. Era perfeito para o que dorme agora. Mantemos rotinas, mantemos horários. Fazemos tudo o que lemos, tudo o que aprendemos, tudo o que ouvimos e o que sentimos. Dorme connosco mas já dormiu sem nós. Já explorámos todas as opções. Adormece com relativa facilidade. Quando não demora três quartos de hora a adormecer. Demora mais se for comigo. Porque comigo mama e depois sim, adormece. E depois é uma lotaria. Tanto dorme quatro horas como daí a uma já acordou. Tanto dorme tranquilo como vemos claramente que algo o incomoda. Às vezes o gel dos dentes acalma, outras vezes não faz absolutamente nada. Às vezes um analgésico surte efeito outras vezes não faz coisa nenhuma. Mamar, é certo, resolve qualquer problema.  E depois acontece este fenómeno. Às vezes pode cair a casa ao lado que ele não...

Panquecas de Aveia e Laranja

Esta semana descobri a pólvora, ou melhor, AS panquecas! Há muito que usamos esta opção como pequeno almoço ou lanche, em dias com mais tempo e sempre com receitas adaptadas para que o G. também possa comer. Fazia essencialmente as receitas do Blogue Na Cadeira da Papa  e ia variando nos acompanhamentos. No entanto, esta semana, por mero acaso descobri umas Panquecas de Limão, cuja receita original retirei daqui  e que, de imediato me pareceram muito bem. Não tendo todos os ingredientes da receita original, improvisei com o que tinha e, não havendo limões, saíram umas Panquecas de Laranja cuja receita vos deixo a seguir. Espero que gostem. Cá em casa tem sido um sucesso! Panquecas de Laranja (aproximadamente 6 panquecas do tamanho da imagem): - 2 ovos - 1 iogurte natural (já usei também grego e coloquei 125gr) - 4 colheres de sopa de flocos de aveia (que pulverizei em farinha mas que pode ser usada assim) - 1 colher de chá de fermento para bolos - açúcar...

Agora é que vai!

Há muito, muito tempo que eu andava a pregar. Aos peixes, porque pouco me ia adiantando. Consegui mudar alguns hábitos, introduzir alguns ingredientes diferentes lá por casa, mas ia levando sempre com um 'tu gostas disso?!' 'O menino vai gostar disso?!?' e o ânimo era difícil de manter.   Nunca comemos mal cá por casa e ele próprio não passa sem sopa e sem fruta. Não compramos refrigerantes, consumimos água ao desbarato e o açúcar, se eu não fizer os meus bolinhos para a sobremesa de domingo, dura meses, se não anos. Eu sou talvez a que mais se desgraça porque é bem sabida e conhecida a minha perdição por chocolate e seus derivados.   Sendo assim, qual não foi o meu espanto quando ele me começa a chegar a casa a falar bem da aveia e dos ovos. A comer nozes (nozes senhores! Nozes! Que ele nunca apreciou), amêndoa e castanha de caju. E vai às compras e traz óleo de côco, 'nutella' de côco  e lascas de côco!   Se não está doido está convertido e eu meus a...

18 meses

Este post vem com delay. Acho que pela minha incredulidade ao perceber como tem corrido o tempo desde que te temos connosco. Ou talvez por achar que se não falar muito nisso, és capaz de te manter assim pequenino por mais tempo.   Mas há momentos em que é inevitável perceber que estás a crescer. Que te vais tornando num rapazinho cada vez mais independente e desenrascado.   Como quando corres a casa à procura do que queres e, sem ajuda o consegues encontrar. Como quando agarras na colher e comes sozinho o que até há tão pouco tempo tínhamos que te dar pacientemente na boca. Como quando dizes que não queres banana e apontas para explicar que preferes laranja. Como quando dizemos que vamos à rua e corres para a entrada onde vais buscar os sapatos. Como quando te esticas e consegues acender a luz.   Momentos como os de ontem, em que irrompeste pelo consultório do pediatra a dentro e o cumprimentaste com um aperto de mão. Porque sabes que apertar a mão é como dizer ...

O dia em que me esqueci de Mim

Não sei ao certo qual foi, mas deve ter vindo algures depois do dia em que soube de ti. Não deve ter sido logo, até porque me lembro de ainda ter sido vaidosa durante algum tempo. Ainda me cuidei por, pelo menos, mais nove meses.  Pensando bem, o dia em que me esqueci de mim, veio mesmo depois do dia em que te vi a ti. Em que tive a certeza de que o que acabara de nascer ali era muito maior do que o que já vivia em mim. Passaste a ser o melhor de mim e eu passei a viver por ti. E viver por ti fez me esquecer o que ainda fazia por mim.  Esqueci-me de como adorava ir ao ginásio ou simplesmente sair para correr. Esqueci-me de como se toma banho sem ser de chuveiro e de como se põe creme no final. Esqueci-me de como gostava de andar de saltos ao fim de semana, de como gostava de comprar roupa para mim. De como não saía de casa sem conjugar a carteira, ou sem relógio ou sem perfume. Eu nunca saía sem perfume.  Agora o tempo é escasso e quando há tempo, é para ti. ...

Então e nós?

Onde estamos? Nós que casámos tão cedo e que íamos conhecer o mundo. Que viajámos juntos o que nunca viajámos sozinhos. Nós que saíamos ao Sábado de manhã sem rumo, palmilhávamos quilómetros em jardins e centros comerciais. Que comprávamos móveis na loja Sueca e acabávamos o dia a comer hambúrgueres no restaurante da letra amarela. Que íamos ao Porto todos os meses e que passeávamos de mão dada pela rua de Santa Catarina. Que íamos ao Sá da Bandeira ver teatro de revista e os espectáculos do César Mourão. Nós que passávamos dias de chuva lá fora a ver séries e filmes cá dentro e acabávamos a comer pizza e pão de alho no chão, em frente à lareira. Que nem sempre fazíamos jantar. Para quem a vida era aqui e agora e o que nos apetecesse fazer dela. Juntos. Sempre juntos. Nós que chegávamos à praia de manhã cedinho, caminhávamos de mão dada à beira mar e só voltávamos a casa quando o sol se começava a esconder. E foi na praia, entre uma bola de berlim e outra, a ver miúdos ...